-
Arquitetos: A2 Architects
- Área: 100 m²
- Ano: 2013
-
Fotografias:Jiru Havran
‘Pulp Press (Kistefos) 2013’ é uma comissão artístico-arquitetônica permanente do Museu Kistefos - um dos maiores parques de esculturas contemporâneas da Escandinávia. O museu ocupa o terreno de uma antiga fábrica de papel em Jevnaker, a uma hora ao note de Oslo, na Noruega.
O pavilhão de concreto é um volume aberto de 13 m de comprimento, 6,5 m de largura e 5 m de altura com uma fachada aberta frente à antiga fábrica de papel e outra fachada frente ao rio. Sua localização está estrategicamente conformada para configurar um abrigo, e está angulado com um antigo ancoradouro e um píer de concreto. O pavilhão compartilha o seu nível térreo com o pier e sua forma em concreto é incorporado em um prado de beira de rio inclinado.
À medida que se aproxima do pavilhão, o visitante encontra uma fachada abrigada como uma câmara, que consiste de um trio de portas em madeira. Estas postas estão recuadas em relação ao pavilhão para criar um ante espaço antes de se entrar no escuro interior: as paredes recebem um pigmento negro para permitir a projeção das imagens de notícias da imprensa que mais uma vez deu vida à máquina industrial da antiga fábrica de papel.
A obra projetada no interior é um retrato hiper-realista da fábrica (desativada em 1950) e meticulosamente refeita de modo virtual. Foi restaurado dentro do mundo virtual para mais uma vez estar ativa. Encanamentos foram substituídos, válvulas foram reparadas e alguns componentes que estavam ausentes foram pesquisados pela equipe de produção por quase um ano e o todo foi reconstruído em simulacro. A presença física da obra projetada também é inerente no crescente estoque de lâminas digitais de pasta de celulose que produz diariamente - arquivos digitais que são inspirados por imagens históricas. São acumuladas em unidades metálicas de HD em um 'ninho de concreto' dentro do pavilhão, simulando as pilhas de madeira que faziam parte da rotina da indústria de papel de outrora. Conforme o HD é preenchido, outro HD se faz necessário, dando continuidade eterna ao projeto.
Caminhando ao redor de qualquer lado da parede de projeção, uma varanda externa é feita de modo que enquadre a vista do Rio Rand. Bancos de concreto polido permitem o público descansar enquanto se re-ajusta ao mundo real após ter experimentado o mundo virtual projetado do pavilhão.
Embora possamos viver em um 'mundo sem papel', a obra faz questão de nos lembrar que até as informações digitais são armazenadas em um mundo físico. O pavilhão está na borda do Rio Rands - que alimenta o projeto através de energia gerada por hidroelétricas -, o mesmo rio que deu origem à fábrica original de papel em 1889.